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O efeito do estresse oxidativo no processamento
da dor
Andressa Daiane de Carvalho Zaparolli
O estresse
oxidativo tem sido amplamente descrito em
animais e no homem. Estresse oxidativo é o
resultado de um desequilíbrio entre a produção
de radicais livres e sua degradação. Há muito
tempo se sabe que a lipoperoxidação pode
prejudicar a estrutura e função do tecido
nervoso por diminuir a atividade da Na/K ATP-ase.
O estresse oxidativo também tem um papel
importante nos eventos que conduzem à ativação
de caspase e ativação glial. Processos dolorosos
são condições conhecidas que levam à geração de
radicais livres. Além disso, evidências
crescentes mostram que o estresse oxidativo tem
um papel importante nos mecanismos da dor,
especialmente nas dores neuropáticas e
inflamatórias, e antioxidantes têm sido usados
como agentes antinociceptivos em vários estudos.
Em relação aos mecanismos de dor em estudos
animais, espécies reativas de oxigênio têm
mostrado um importante papel na alodinia e na
hiperalgesia, principalmente por sensibilização
central, como também na patogênese da artrite
reumatóide. Antioxidantes e scavengers de
radicais livres tem demonstrado a capacidade de
reduzir dor neuropática e danos na cartilagem.
Recentemente foi mostrado que o estresse
oxidativo é evocado até mesmo em processos
dolorosos rotineiros em recém-nascidos e que
tecidos em desenvolvimento são particularmente
susceptíveis à toxicidade dos radicais livres.
Referência:
S. Vaculin, M. Franek, J. Fricova, P. Stopka, M.
Vejrazka, R. Rokyta, T. Pufe, A. Fragoulis, C.
Wruck, C., Bellieni, G. Buonocore, L. Luongo, C.
Giordano, S. Maione. The effect of oxidative
stress in pain processing. Congresso Pain
in Europe, Alemanha, 2011.
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Leitura original e/ou complementar |
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