|
Uma nova tecnologia para imunização da gripe
Paulo Gustavo Barboni Dantas Nascimento
A cepa inativada do
vírus da gripe A/Aichi/2/68 (H3N2) foi revestida
em metal e matrizes com microagulhas que foram
aplicadas como patches em camundongos, na
derme dorsal caudal, como um veículo para
imunização. Anticorpos com atividade substancial
de inibição foram detectados em amostras
coletadas duas e quatro semanas após uma única
dose da vacina.
Desafios com 5 × DL50
demonstraram proteção completa. A vacinação por
esta nova tecnologia induziu um amplo espectro
de respostas imunes, incluindo linfócitos CD4+ e
CD8+, respostas no baço e nos linfonodos de
drenagem linfática, uma alta frequência do
antígeno em células secretoras no pulmão e na
indução de células B de memória vírus
específicas. Além disso, o uso do patch
de microagulhas mostrou um efeito
dose-dependente e uma polarização Th2 forte
quando comparado a um desafio intramuscular (IM),
a imunização de referência. Os resultados
demonstram que a entrega do vírus da influenza
inativado através da pele usando matrizes
metálicas de microagulhas induz uma forte
resposta humoral e celular imune, capaz de
conferir proteção contra o vírus de forma tão
eficiente como a imunização intramuscular, que é
a rota normal de vacinação. Tendo em conta a
comodidade da entrega e do potencial de
auto-administração, a vacina por microagulhas
pode ser uma novo e altamente eficaz método de
imunização, sem o temido efeito psicológico da
antecipação da dor da agulha intramuscular.
Referências
|