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Oxigênio pode ser alívio para cefaléias em
salvas
Rafael Poloni
Estudo liderado por
pesquisadores da University Of California,
em São Francisco, consistia na inclusão de
pacientes com idade entre 18 e 70 anos que
apresentaram cefaléia em salvas episódica,
durando de sete dias a um ano com intervalos de
um mês ou mais entre as séries, ou cefaléia em
salvas crônica, durando mais de um ano sem
remissão ou remissão durando menos de um mês (os
ataques deveriam durar pelo menos 45 minutos).
Cefaléias em salvas são caracterizadas por
ataques de dor excruciante, na maioria das vezes
na região periorbitária e têmporas, sendo comum
a ocorrência da mesma em séries ou agrupamentos,
com até oito ataques diários.
Os participantes do
estudo foram instruídos em como administrar o ar
comprimido com auxílio da máscara facial. Todos
eles receberam um cilindro com ar e outro com
oxigênio a 100%, sendo instruídos a alternar os
dois tratamentos, consistindo em um fluxo de
12L/min durante 15 minutos. Os pacientes não
sabiam qual era o gás inalado e preenchiam
formulários para avaliação da dor após 15
minutos de cada tratamento.
Os resultados
mostraram-se bastante animadores, pois a
inalação do oxigênio foi quase quatro vezes mais
efetiva que o tratamento com ar (placebo).
Embora 20% dos pacientes que inalaram ar normal
tenham alcançado certo alívio para a dor após 15
minutos, 78% daqueles que inalaram oxigênio
obtiveram o mesmo nível de alívio.
Com isso, está
lançada uma nova esperança aos sofredores de
cefaléia em salvas, a inalação do oxigênio, que
é uma prática relativamente barata, efetiva e
segura.
É importante
ressaltar que a pesquisa deixava os pacientes
livres para, caso a inalação dos gases não
aliviasse significativamente a dor, tomarem
medicamentos. Portanto, ficou difícil a
diferenciação do alívio da dor devido ao uso dos
gases ou ao uso dos medicamentos.
Referência
Cohen AS, Burns B,
Goadsby PJ. High-flow oxygen for treatment of
cluster headache: a randomized trial. JAMA.
2009 Dec 9;302(22):2451-7.
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