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A modulação cognitiva da dor
Janetti Nogueira de Francischi
Esta
apresentação é focada nos mecanismos
neurobiológicos da analgesia pelo placebo, um
exemplo proeminente de como a cognição pode
modular a percepção da dor.
Inicialmente, o foco são os aspectos da
experiência, isto é, no aprendizado da
associação entre detalhes visuais e os estímulos
para a dor. Como tem sido mostrado que a
analgesia pelo placebo é mediada pelos opióides
endógenos, foi testado o efeito de um
antagonista opióide (naloxona) no aprendizado,
utilizando este contexto. Subsequentemente, os
mecanismos opióides que ocasionam a analgesia
pelo placebo foram testados utilizando a imagem
funcional dada pela ressonância magnética (fMRI),
também em combinação com a naloxona.
A
naloxona reduziu tanto os efeitos
comportamentais como os neuronais, assim como as
respostas específicas ao placebo em estruturas
corticais modulatórias da dor, entre elas, o
córtex cingulato rostral anterior (rACC). Uma
modulação similar pela naloxona de respostas
específicas do placebo também foi observada em
estruturas-chave do sistema descendente
inibitório de controle da dor, incluindo o
hipotálamo, a substância cinzenta periaquedutal
(PAG), e o bulbo rostral ventromedial (RVM).
Em
termos de conectividade, a naloxona aboliu o
acoplamento específico entre o rACC e a PAG,
preditivo de ambos efeitos - neural e
comportamental - induzidos pelo placebo. Além
disso, a fMRI de alta resolução na medula
espinal humana mostrou que as respostas de dor
diminuídas na analgesia pelo placebo eram
paralelas à forte redução da atividade de dor na
medula espinal, provendo evidência direta da
inibição espinal como um dos mecanismos da
analgesia pelo placebo.
Referências:
-
C. Buchel. Congresso Pain in Europe,
Alemanha, 2011.
-
Neurociência de Sistemas, Universidade do
Centro Médico de Hamburgo Eppendorf,
Hamburgo, Alemanha.
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Leitura original e/ou complementar |
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