Avaliação da administração profilática do paracetamol na resposta imune e nas reações febris às vacinas
Andressa Daiane de Carvalho Zaparolli

 

Profissionais da saúde recomendam com frequência o uso profilático do paracetamol na vacinação infantil. Embora a febre faça parte de um processo inflamatório normal após a imunização, drogas antitérmicas profiláticas são recomendadas para prevenir febre alta e convulsão febril. No entanto, um importante artigo publicado na revista Lancet alerta para a redução na formação de anticorpos para vários antígenos das vacinas. O objetivo do estudo foi avaliar a resposta febril e a imunogenicidade das vacinas em crianças que receberam paracetamol profilático. Os pesquisadores avaliaram 459 crianças saudáveis. Um grupo de 226 crianças recebeu três doses profiláticas de paracetamol nas primeiras 24 horas após a vacinação e o outro grupo com 233 crianças não recebeu o paracetamol após a vacinação com as vacinas deca-valente pneumocócica/Haemophilus influenza/proteína D-conjugada (PHiD-CV), hepatite B, difteria, tétano, pólio e rotavírus.

 

Os autores observaram que as reações febris diminuíram no grupo de crianças que recebeu administrações profiláticas de paracetamol, porém a formação dos anticorpos pretendidos com a vacina também foi reduzida e isso pode comprometer a eficácia da imunização.

 

Referência

Prymula R, Siegrist CA, Chlibek R, Zemlickova H, Vackova M, Smetana J, Lommel P, Kaliskova E, Borys D, Schuerman L. Effect of prophylactic paracetamol administration at time of vaccination on febrile reactions and antibody responses in children: two open-label, randomised controlled trials.Lancet. 2009 17; 374(9698):1339-50.

 

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