Modelos animais de dor e descoberta de novas drogas
Flávia Viana Santa-Cecília

 

Vários analgésicos atualmente disponíveis no mercado são compostos antigos e que, com frequência, possuem um risco/beneficio insatisfatório. Além disso, os tratamentos de diversas patologias apresentam resultados ineficazes ao serem feitos com essas drogas. Apesar do progresso na compreensão de bases neurobiológicas da dor, poucos são os conceitos de novas drogas e entidades químicas propostos no mercado. Portanto, a inovação neste campo é mais do que necessária.

 

Entre as alternativas para se resolver este problema, um novo caminho para o desenvolvimento de novos analgésicos tem-se baseado na substituição da utilização de animais experimentais em favor de testes mais extensos em humanos.

 

O uso de animais em pesquisa científica é motivo de debate nos dias atuais. Os modelos animais garantiram grandes descobertas biomédicas e acompanharam o desenvolvimento tecnológico, porém, são frequentemente questionáveis, pois, em relação à descoberta de novas drogas na última década, os estudos em animais não conseguiram gerar grandes descobertas farmacológicas no campo da dor.

 

É um ponto bastante importante a se discutir e pensar no que poderia ser proposto para melhorar a utilização de modelos animais, considerando-se várias questões, como por exemplo, o modelo patológico, as formas de avaliação da dor, as modalidades de administração de drogas, dentre diversos outros fatores, ou buscar novas formas alternativas no que se refere à utilização de modelos animais experimentais.

 

Referência: A. Eschalier. Animal pain models and drug Discovery. Congresso Pain in Europe, Alemanha, 2011. UMR 766 Inserm, Université dAuvergne, Clermont-Ferrand, France.

 
Leitura original e/ou complementar
 
   

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