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Alerta da edição mensal

 

 

Fatores biológicos e psicossociais são determinantes na evolução da Síndrome de Dor Regional Complexa

Edgar Tharlindher de Souza Aquino, Lucas Marques da Silva Araújo e Pedro Henrique Rodrigues de Souza
 

Um estudo observacional prospectivo buscou investigar como a Síndrome Dolorosa Complexa Regional (SDCR) evolui pontuando os principais aspectos prognósticos para o quadro. Para isso, realizou-se um acompanhamento longitudinal entre os participantes durante um ano. Os pesquisadores identificaram fatores iniciais que se associaram a piores desfechos, como um maior impacto psicossocial relacionado à dor, menor apoio social, maior índice de massa corporal e maior sensibilidade à dor provocada por estímulos leves. Ao final, a análise evidenciou que tal evolução está relacionada a fatores físicos e, também, àqueles ligados ao bem-estar e ao contexto biopsicossocial dos pacientes.

 

A pesquisa incluiu 113 pessoas que apresentavam SDCR em fase inicial (há seis meses). Entre os aspectos relacionados à condição estavam: a intensidade da dor, alterações físicas, capacidade funcional e fatores psicossociais relacionados à experiência da dor. Embora os resultados mostraram uma tendência geral de melhora em muitos participantes, o estudo identificou que uma parte apresentava dor persistente e limitações funcionais, indicando que a condição pode se tornar duradoura em parte dos casos.

 

O estudo conclui que a evolução da SDCR é influenciada por múltiplos fatores que podem ser identificados de forma precoce e pontual. Embora muitos pacientes apresentem melhora ao longo do tempo, uma parcela significativa mantém sintomas importantes após um ano. Dessa forma, os resultados apontam que os fatores físicos e psicossociais contribuem para o curso da doença e que a identificação oportuna desses elementos pode auxiliar na compreensão da evolução da síndrome. Assim, contribuindo para o desenvolvimento de instrumentos de investigação diagnóstica, tais como o fluxograma que detalha a abordagem potencial da gestão precoce para o quadro. A partir de tal ferramenta, direciona intervenções desde práticas gerais até tratamentos de segunda e terceira linha, otimizando o cuidado em saúde.

 

Figura 1 (adaptada): Abordagem potencial de gestão precoce, estratificada e personalizada com base nos perfis da SDRC

 

Referências:

  • Louis, mArc-Henria et al Complex regional pain syndrome evolution is determined by both biological and psychosocial factors: a 1-year prospective observacional study. PAIN 167(2):p 396-413, february 2026. | DOI: 10.1097/j.pain.0000000000003815

  • https://journals.lww.com/áin/fulltext/2026/02000/complexregional pain syndrome evolution is.20.aspx