Ana Gabriela Siqueira de Santana, Ana Luisa
Oliveira Pereira, Heloisa Couto Marins e
Luana Bertulino Alves
Uma revisão
narrativa publicada em 2025 na revista
Contemporânea analisou métodos
farmacológicos e não farmacológicos no
controle da dor em neonatos. O estudo,
baseado em pesquisas dos últimos 12 anos
realizadas em ambientes neonatais, concluiu
que a combinação dessas abordagens é mais
eficaz no manejo da dor. A análise descreveu
diferentes intervenções e buscou compreender
como elas atuam de forma integrada para
melhorar o cuidado ao recém-nascido.
Os resultados
indicam que, entre os métodos não
farmacológicos, destacam-se o método
canguru, a sucção não nutritiva, a
amamentação e o uso de soluções de sacarose.
Essas práticas demonstraram reduzir a
percepção da dor e promover maior conforto,
reforçando sua importância como primeira
linha de intervenção. Já os métodos
farmacológicos, como anestésicos locais,
paracetamol e opioides, mostraram-se
indispensáveis em procedimentos que envolvem
dor moderada a intensa.
No entanto,
devido à imaturidade metabólica do neonato,
é necessário monitoramento rigoroso durante
o uso da terapia farmacológica. Por isso,
destaca-se a importância da implementação de
protocolos específicos e da educação
contínua da equipe de saúde sobre a
farmacologia neonatal. Conclui-se que a
combinação entre métodos farmacológicos e
não farmacológicos oferece melhores
resultados no controle da dor neonatal. Essa
integração contribui para uma assistência
mais segura e eficaz, embora exija cuidados
específicos e acompanhamento adequado.
Referências:
Oliveira JGC, Costa D, Birtche LC, et al.
Abordagens Integrativas no Manejo Da Dor Em
Recém-Nascidos: Avaliação Comparativa Entre
Métodos Farmacológicos E Não Farmacológicos.
Revista Contemporânea. 2025;5(1):e7294. Doi:
https://doi.org/10.56083/rcv5n1-071