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Alerta da edição mensal

 

 

Desenvolvimento de dor em jovens adultos

Nycole Filincowsky Ribeiro
 

Diversos estudos têm reconhecido a incapacitação ocasionada pela dor como um problema que gera impactos econômicos e sociais bastante significativos, sendo, assim, um desafio para o futuro da ciência.

 

A dor é influenciada por diversos fatores do espectro biopsicossocial como, por exemplo, saúde mental (envolvendo sintomas como depressão, ansiedade e estresse), saúde física (comorbidades diversas), estilo de vida (nível de atividade física, padrão de sono) e aspectos fisiológicos (índice de massa corporal [IMC] e obesidade).

 

Um estudo prévio determinou o perfil de pacientes portadores de dor e foi constatado que tais perfis diferiam em relação à saúde mental - sintomas de ansiedade e depressão. Outro estudo foi realizado em adolescentes para identificar os perfis de dor baseados em fatores como sedentarismo, sono e comportamento emocional, detectando também diferenças nos níveis de dor.

 

Este estudo objetivou identificar 11 variáveis biopsicossociais e demográficas relacionadas à dor em jovens adultos utilizando o modelo de Análise de Classe Latente (ACL), que permite agrupar os perfis encontrados em classes, e não só em variáveis isoladas. Assim, os pesquisadores realizaram a pesquisa com 4458 adultos que não apresentavam dor frequente e, após 2 anos, realizaram uma nova entrevista. Aproximadamente 18% dos adultos entrevistados desenvolveram algum tipo de dor complicada. A partir dos achados, distribuíram os indivíduos em baixo risco, alto risco, riscos de saúde física e riscos de saúde mental. A classe com alto risco apresentou risco 3 vezes maior de desenvolver dor que a classe de baixo risco. Os autores consideram que esse desenvolvimento da dor ocorre pelo fato de as estratégias de saúde ainda serem muito ligadas ao tratamento, negligenciando a prevenção.

 

Referência: ONeill, Aoife; OSullivan, Kieran; OKeeffe, Mary; Hannigan, Ailish; Walsh, Cathalal; Purtill, Helen. Development of pain in older adults: a latent class analysis of biopsychosocial risk factors. Pain. 2018; 159(8):1631-1640.

 

Alerta submetido em 03/09/2018 e aceito em 03/09/2018.

 


Leitura original e/ou complementar