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Alerta da edição mensal

 

 

Dor persistente e adversidades na infância estão associadas a mudanças no desenvolvimento cerebral

Flávia Gabrielle de Castro Pereira

 

Crianças com dor persistente ou recorrente e experiências adversas no início da vida apresentaram alterações no desenvolvimento cerebral. O estudo analisou 1.671 crianças participantes do estudo ABCD, nos Estados Unidos, com dados coletados entre 2018 e 2023. Os pesquisadores avaliaram exames de ressonância magnética realizados no início e após dois anos de acompanhamento. O objetivo foi investigar os efeitos combinados da dor e das adversidades sobre o cérebro durante o desenvolvimento infantil. Os resultados mostraram alterações mais acentuadas em algumas regiões cerebrais nas crianças expostas às duas condições.

 

Os pesquisadores analisaram dados de crianças acompanhadas durante dois anos, divididas em grupos conforme a presença de dor persistente ou recorrente e de adversidades no início da vida. As informações sobre dor e experiências adversas foram obtidas por relatos dos responsáveis, enquanto exames de ressonância magnética permitiram avaliar diferentes regiões cerebrais. Os resultados foram comparados por meio de análises estatísticas, considerando as mudanças observadas ao longo do acompanhamento de forma longitudinal.

 

A combinação entre dor persistente ou recorrente e adversidades no início da vida esteve associada a alterações em regiões cerebrais relacionadas à dor e às emoções. Os achados reforçam a importância de considerar essas experiências durante o desenvolvimento infantil. Entretanto, o estudo não permite afirmar que essas condições sejam a causa direta das alterações observadas.

 

Referências: Lim TE, Humburg P, Reay WR, Gustin SM, Quidé Y. Cumulative impacts of early-life interpersonal adversity and persistent/recurrent pain in children: a longitudinal normative modelling study from the ABCD study cohort. Pain. 2026;167(8):e301-e311. doi:10.1097/j.pain.0000000000003995.