Flávia Gabrielle de Castro Pereira
Pesquisadores
canadenses apontam que os pais de bebês
prematuros e extremamente prematuros não têm
conhecimento ou são desencorajados a aplicar
o contato pele a pele para manejo da dor
aguda. Os pais relataram que os
profissionais de saúde não os ensinavam a
praticar esse método ou os proibiam,
justificando ser pela fragilidade do bebê.
Assim, o artigo publicado em 2026 comprova
que nas UTIs Neonatais, a maior parte dos
pais desenvolviam, quando tinham
conhecimento para poder aplicar, sentimentos
positivos em relação ao método canguru,
relatando a criação de maior vínculo e
conexão com os filhos em suas entrevistas
on-line.
O estudo
qualitativo ocorreu por meio de entrevistas
on-line, fazendo perguntas abertas e
fechadas para os pais em relação aos
desafios na estadia da UTI Neonatal, fatores
estressantes, conhecimento a respeito do
contato pele a pele no manejo da dor aguda e
informações demográficas. Os pesquisadores
analisaram o contexto de cada família e
notaram que, apesar da falta de letramento
em saúde, ambiente confortável e preparo
emocional, a maioria das mães apresentaram
sentimentos positivos e melhores vínculos
com o bebê na aplicação do método canguru,
comprovando sua eficácia em prematuros e
extremamente prematuros no manuseio da dor.
Nesse viés,
torna-se evidente que o SSC e SSCP obtiveram
impacto positivo no controle da dor aguda
nos bebês prematuros, apesar das mães não
terem recebido o correto ensinamento sobre o
assunto. Assim, destaca-se que o cuidado,
além de ser individualizado, precisa
envolver as necessidades físicas e
psicológicas do bebê e da família.
Referência:
Hashemi, H., Cohen, E., Garvey, N., Lebovic,
A., Bacchini, F., Johannsson, L., Cheng, C.,
Shah, V., Pillai Riddell, R.. Understanding
maternal perspectives of pain. PAIN 167(5):p
1084-1097, May 2026. | DOI: 10.1097/j.pain.0000000000003885