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Alerta da edição mensal

 

 

A ressignificação da dor para o paciente

Kênia Fonseca Pires
Letícia Menezes Rodrigues

 

O ano mundial de excelência em Educação em dor (ED) preconizado pela IASP possibilitou um evento no qual o diálogo baseou-se no primeiro relato científico da Educação em Neurociência da Dor com Engel (1977) e seguindo das evidências científicas de pesquisadores dedicados ao modelo biopsicossocial, dor crônica e validação de questionários como Gifford & Butler (1997), Vlaeyen & Linton (2000), Moseley (2002), Moseley & Butler (2013), Nijs et (2014) e Santos et al (2017). O evento de promoção do conhecimento da dor aconteceu em Brasília (DF) com o tema ‘’Educação terapêutica em dor baseada em neurociência’’. A palestra foi ministrada Pela Profª Drª Kênia Fonseca Pires (Especialista Interdisciplinar em Dor) e colaboradora do DOL. A palestra reforçou a necessidade de um ambiente clínico interdisciplinar e contou com o público por diversos profissionais da saúde, como médicos, fisioterapeutas, psicólogos e estudantes dos cursos de Medicina e Farmácia.

 

A importância da mudança na prática clínica com enfoque no modelo biopsicossocial é possível a partir de reconceituação da dor e o uso da ED durante o processo de recuperação dos pacientes portadores de dores crônicas.

 

Para a ED em dor ser efetiva, é necessário quebrar algumas crenças disfuncionais que possam foram adquiridas durante o diagnóstico clínico e ou por fatores culturais. Vários questionários foram discutidos para conhecer se o paciente encontra-se no processo de sensibilização central, medo ao movimentar-se e características da catastrofização da dor como a magnificação da dor, presença de pensamentos negativos e a desesperança no tratamento.

 

O objetivo maior da ED é a convocação do paciente para o entendimento dos mecanismos envolvidos na dor, possibilitando um enfrentamento ativo e não mais uma catastrofização que gera mais estresse, piorando ainda mais o quadro de dor.

 

A Aliança terapêutica entre o paciente e o profissional é a marca e o caminho da eficiência da ED.

 

Portanto, as pesquisas e divulgações acerca deste tema nos conclama para que o ano (2018) possa ser considerado o divisor de águas para a escuta qualificada do nosso paciente e o compromisso de informações e qualificações profissionais de todos os níveis de atenção à saúde e também a população no geral.

 

Referências:

  • SANTOS, Monique Rocha Peixoto dos et al. Adaptação transcultural para a língua portuguesa de um instrumento de orientação para avaliação da dor. Fisioter. mov. 2017, 30(1), 183-195.

  • Butler D, Moseley GL. 2013. Explain Pain. Adelaide, Aus: 2ª ed. Noigroup Publications.

  • Nijs J, Meeus M, Cagnie B, Roussel N, Dolphens M, Van Oosterwijck J, Danneels L. (2014). A modern neuroscience approach to chronic spinal pain: combining pain neuroscience education with cognition-targeted motor control training. Phys Ther. 2014; 94: 1-9.

Alerta submetido em 11/09/2018 e aceito em 11/09/2018.

 


Leitura original e/ou complementar