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Alerta da edição mensal

 

 

Anti-RCGRP, erenumab melhora migrânea crônica

Laura Colete Cunha

 

A migrânea, mais conhecida popularmente como enxaqueca, é uma das formas mais recorrentes de dor de cabeça. A migrânea crônica tem um impacto significativo na qualidade de vida do paciente e no desempenho de suas funções.

 

O peptídeo relacionado a gene da calcitonina (CGRP) ao se ligar ao seu receptor causa intensa inflamação nas meninges, membranas que revestem o cérebro, gerando dor. O erenumab é um anticorpo monoclonal que seletivamente bloqueia o receptor CGRP. Erenumab a doses mensais de 140mg e 70mg já é aprovado nos Estados Unidos como um tratamento preventivo para a migrânea em adultos.

 

O estudo em questão foi realizado com 609 pacientes diagnosticados com migrânea crônica e foi dividido em 2 partes. A primeira parte, que durou 12 semanas, se tratava de um teste duplo cego, ou seja, tanto médicos quanto pacientes não sabiam quem recebia placebo e quem recebia o medicamento. A segunda parte foi um teste aberto, que durou 52 semanas, em que os paciente recebiam doses subcutâneas mensais de 70mg ou 140mg de erenumab.

 

Os resultados revelaram que o uso prolongado de erenumab é seguro e tolerável. Os efeitos adversos no estudo duplo cego e no estudo aberto foram similares e não houve aumento de efeitos adversos ao longo do tratamento, enquanto a eficácia permaneceu constante ao longo das 52 semanas. Ademais, o erenumab 140mg foi mais eficaz que o 70mg no tratamento da migrânea crônica. Do início do teste até sua conclusão 59% dos pacientes reportaram uma redução de 50% dos episódios de migrânea mensais, 33,2% reportaram uma melhora de 75% e 8,9% uma melhora de 100%.

 

O estudo sugere que o perfil favorável de segurança, tolerabilidade e eficácia do erenumab, além de possibilidade de administração mensal, podem aumentar a aderência ao tratamento prolongado com erenumab no tratamento da enxaqueca.

 

Referência: Tepper SJ, Ashina M, Reuter U, et al. Long-term safety and efficacy of erenumab in patients with chronic migraine: Results from a 52-week, open-label extension study. Cephalalgia. 2020;40(6):543‐553.

 

Alerta submetido em 07/04/2019 e aceito em 30/04/2020.