Clara Leite Trigueiro, Sarah Carvalho Silva
e Wendy Cristhiny Rodrigues da Cunha
Um estudo de
coorte realizado na Alemanha identificou que
o sofrimento psicológico durante a fase
aguda da COVID-19 pode contribuir para o
desenvolvimento de dores persistentes e
cefaleia até um ano e meio após a infecção.
Os resultados indicam que depressão,
estresse pós-traumático e maior sofrimento
emocional podem influenciar a duração e o
impacto funcional da dor, após a recuperação
da COVID-19.
Foi realizado
um estudo com 422 pessoas diagnosticadas com
COVID-19. Durante a infecção foram
realizadas triagens telefônicas em três
etapas durante o isolamento dos pacientes
para avaliação dos sintomas e problemas
emocionais, através de escalas clínicas
validadas. Após 18 meses os voluntários
foram reavaliados para identificação dos
sintomas que persistiram, especialmente
dores musculoesqueléticas e cefaleias. As
dores já existentes foram diferenciadas
daquelas que surgiram após a infecção.
Os resultados
indicam que embora o sofrimento psicológico
possa não ser a principal causa do início da
dor pós COVID-19, pode contribuir para a sua
duração ao alterar a percepção da dor, se
tornando em uma condição clinicamente
relevante.
Referência:
Tesarz, J., Buhai, D.-V., Nikendei, C.,
Dinger, U., Beiner, E., Gaul, C., Eich, W.,
Friederich, H.-C., Hermes, M., &
Zimmermann-Schlegel, V. (2025). Prevalence
and predictors of persistent post-COVID pain:
a population-based prospective cohort study
with 1.5-year follow-up. Pain, 167(4),
e54-e70. https://doi.org/10.1097/j.pain.0000000000003847