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Alerta da edição mensal

 

 

Avaliação da dor na demência avançada

Fernanda de Souza Silva

 

A dor em combinação com a demência é uma condição comum que torna o reconhecimento da dor significativamente mais difícil (devido a comunicação verbal prejudicada), consequentemente sua avaliação e tratamento, sendo necessário assim o uso de ferramentas que auxiliem a avaliar este tipo de acometimento. O levantamento da prevalência mundial de demência aponta até 50% dos moradores idosos apresentam ambas as queixas simultaneamente. O estudo utilizou como principal parâmetro a Escala alemã de Avaliação da Dor em Pessoas com Demência Avançada (PNAD-G), além de outras três que são bastante utilizadas, compreendendo o Instrumento de Observação para Avaliar a Dor em Idosos com Demência (BISAD), o Checklist de indicadores de Dor Não-Verbal (CNPI) e Algoplus. Além disso, foi-se avaliada a resposta de um opióide (oxicodona) em relação ao grupo placebo, no qual demonstrou desse caso, pouca significância terapêutica (redução de 2,8 e 1,6 nos níveis de dor, respectivamente). Igualmente, nenhuma das 3 ferramentas observacionais complementares foi capaz de demonstrar uma diferença significativa entre grupos de estudo. No entanto, as correlações entre as 4 ferramentas foram consideradas com marcadores de moderados a altos. Uma série de possíveis razões para esta observação, tais como responsividade, fatores emocionais, exibição de sinais de dor e a eficácia do analgésico na demência avançada são tópicos discutidos no artigo. A avaliação de dor em população vulnerável é complexa, mas possível. A eficácia da intervenção na melhora do paciente foi possível, embora não tenha demonstrado diferença estatística entre a intervenção farmacológica e o grupo placebo.

 

Referência: Lukas A, Hagg-Grün U, Mayer B, Fischer T, Schuler M. Pain assessment in advanced dementia. Validity of the German PAINAD-a prospective double-blind randomised placebo-controlled trial. Pain. 2019; 160(3):742-753.

 

Alerta submetido em 20/03/2019 e aceito em 20/03/2019.

 


Leitura original e/ou complementar