Erick Henrique Lemes de Sousa, Maísa Luana
Félix Mendes, Pedro Henrique Benedito Dias e
Sarah Alves de Oliveira
Um estudo
recente mostrou que tanto o Pilates de baixa
intensidade quanto o de alta intensidade
reduzem a dor lombar crônica de forma
semelhante, porém, a prática de baixa
intensidade apresenta menos desconforto e
menor quantidade de eventos adversos.
Publicado em 2025, pesquisadores brasileiros
avaliaram 170 pessoas de 18 a 60 anos com
dor lombar crônica inespecífica (DLCI) no
Laboratório de Pilates do Departamento de
Fisioterapia da Universidade Federal do
Ceará. A DLCI é caracterizada por uma dor na
parte baixa das costas que dura mais de três
meses e não tem uma causa específica
identificada, e atinge parte da população
sendo uma das principais condições que causa
afastamento do trabalho no mundo.
Os
participantes foram divididos em dois grupos
e foram submetidos a exercícios de Pilates
durante 6 semanas, 2 vezes por semana com
sessões de 1h com acompanhamento
profissional e reavaliações 6 e 12 meses
após as intervenções. Os pesquisadores
avaliaram o nível de dor, a dificuldade para
realizar atividades do dia a dia e a
evolução dos participantes ao longo do
tratamento, comparando os resultados entre
os dois grupos de alta e baixa intensidade.
Os resultados
mostraram que ambas as intensidades
reduziram a dor e melhoram a função. A
diferença entre os efeitos foi pequena,
considerando que apenas 12 sessões de
intervenção foram aplicadas ao longo de toda
a pesquisa, fator que pode ter limitado os
resultados. No entanto, o grupo que realizou
exercícios mais intensos apresentou mais
desconforto e maior número de eventos
adversos. Assim, os autores sugerem que o
Pilates de leve intensidade surge como uma
opção eficaz e mais confortável para iniciar
o tratamento.
Referência:
Coelho ACS, Dourado JF, Lima POP.
High-intensity and low-intensity Pilates
have similar effects on pain and disability
in people with chronic non-specific low back
pain: a randomised trial. J Physiother.
2025;71(2):100-107. doi:10.1016/j.jphys.2025.03.002