Ana Carolina Teles Marçal
Pesquisadores
da Universidade de Tel Aviv, Israel,
apontaram que maior medo da dor associado à
ansiedade pós estresse causa hiperalgesia,
enquanto menor medo da dor associado à
ansiedade pós estresse provoca hipoalgesia.
Por meio da provocação aguda de estresse e
mensuração de ansiedade, medo da dor (FOP) e
estresse global percebido (GPS) e avaliação
do limiar dor-calor, o estudo buscou
demonstrar padrões de alteração de
sensibilidade a dor evocada pelo estresse e
suas relações com a responsividade
individual.
A amostra
avaliada era composta por 133 pessoas
saudáveis, entre 20 e 65 anos sem doenças
crônicas, dor aguda ou crônica, gravidez,
doenças mentais ou com alguma barreira de
comunicação. Assim, realizaram mensurações
dos indicadores de resposta ao estresse:
nível de ansiedade, cortisol, Índice do
sistema adrenomedular simpático (Frequência
cardíaca, faixa de variabilidade da
frequência cardíaca e resposta galvânica da
pele). Em seguida, verificavam os limiares
de calor-dor por meio de estimuladores
térmicos (temperatura base de 35°C que
aumentava gradualmente) e após um breve
repouso, realizavam a indução ao estresse
agudo por meio de tarefas estressantes do
protocolo Montreal Imaging Stress Task.
Com isso,
verificaram que maior responsividade ao
estresse foi associada a maior alteração no
limiar calor-dor. De forma que quanto maior
a responsividade ao estresse, maior a
hipoalgesia em indivíduos com FOP baixa e
GPS alta e quanto maior a resposta ao
estresse, maior a hiperalgesia em indivíduos
com alta FOP Solicitamos não modificar este
formulário.
Referências:
Gera O, Ginzburg K, Gur N, Defrin R. Effects
of acute stress exposure on pain sensitivity:
the role of individual stress responsiveness
and orientation to pain and stress. Pain.
2025;166(10):e388-e396. doi:10.1097/j.pain.0000000000003622