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Alerta da edição mensal

 

 

A relação parental na catastrofização da dor em jovens

Ketley Paiva Cabral

 

A influência que os pais exercem sobre a dor crônica dos filhos é bem determinada, portanto, os fatores individuais e a qualidade da relação parental devem ser considerados na avaliação da experiência dolorosa. Os pensamentos negativos exacerbados (catastrofização) dos pais e dos filhos acerca da dor, pioram o prognóstico dessa e aumentam a incapacidade.

 

Estudo realizado em Western no Canadá, avaliou 95 jovens com dor crônica idiopática juntamente com um dos respectivos pais durante 7 dias consecutivos. No que diz respeito aos primeiros, eles preencheram avaliação eletrônica diária em relação a intensidade, interferência e incômodo da dor. Os últimos informaram sobre o estado do próprio humor e as respostas protetoras da dor do filho.

 

Os resultados sugerem que os jovens que apresentam maiores pensamentos negativos sobre a própria dor estão mais vulneráveis ao estado de humor dos pais, logo, quanto mais negativo o humor (dos pais), maior será a intensidade e o incômodo da dor crônica.

 

Já os pais que possuem maiores pensamentos negativos no que se refere a dor dos filhos, estes demonstram-se menos vulneráveis aos efeitos das respostas protetoras dos pais. Vale salientar que outros fatores também podem estar interferindo na interação entre eles.

 

Desse modo, torna-se evidente a importância de considerar a saúde mental dos pais bem como a relação parental nos aspectos cognitivos e afetivos na resposta ao tratamento da dor crônica dos jovens.

 

Referência: Neville A, Griep Y, Palermo TM, et al. A "dyadic dance": pain catastrophizing moderates the daily relationships between parent mood and protective responses and child chronic pain. Pain. 2020;161(5):1072-1082.

 

Alerta submetido em 12/06/2020 e aceito em 30/06/2020.