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Alerta da edição mensal

 

 

Eficácia analgésica do cuidado canguru em neonatos prematuros internados em unidade de terapia intensiva

Gessica Sabrina Assis Silva

 

Todos os dias, recém-nascidos em unidades de tratamento intensivo passam por procedimentos dolorosos, sendo que menos da metade recebe alguma intervenção para alívio da dor. A terapêutica usual envolve o uso de fármacos que frequentemente apresentam limitações, como problemas de segurança e vias de administração. Além disso, estudos já associam a dor precoce à disfunção cognitiva, atrasos e problemas comportamentais, alteração do desenvolvimento cerebral e da sensibilidade à dor. O uso de sacarose por via oral é considerado a terapia não farmacológica padrão para reduzir a dor durante procedimentos clínicos em neonatos.

 

Nesse contexto, Campbell-Yeo e colaboradores (2019) estudaram a eficácia analgésica do contato pele a pele entre mãe e filho, o cuidado canguru, isoladamente ou combinado com sacarose oral em recém-nascidos prematuros em unidades de tratamento intensivo. Foi demonstrado que o cuidado canguru reduziu a intensidade da dor comportamental associada aos procedimentos neonatais de rotina, com eficácia analgésica equivalente à da sacarose administrada por via oral. A combinação de cuidado canguru e sacarose não parecem fornecer benefício adicional. Considerando que carinho não possui efeitos colaterais nem limite de dose, pode-se considerar a substituição da administração de sacarose pelo cuidado canguru, já que eles possuem equivalência analgésica.

 

Referência: Campbell-Yeo M, Johnston CC, Benoit B, Disher T, Caddell K, Vincer M, Walker CD, Latimer M, Streiner DL, Inglis D. Sustained efficacy of kangaroo care for repeated painful procedures over neonatal intensive care unit hospitalization: a single-blind randomized controlled trial. Pain. 2019; 160(11):2580-2588.

 

Alerta submetido em 02/05/2020 e aceito em 04/05/2020.