Estudo revela
que a interação entre interrupções no sono e
ritmos circadianos desorganizados
intensifica a dor sentida no dia seguinte. A
pesquisa analisou a relação entre qualidade
do sono e intensidade da dor em mulheres
adultas com disfunção temporomandibular e
insônia nos Estados Unidos. Realizada entre
2013 e 2018 por pesquisadores da
Universidade Estadual do Arizona, Johns
Hopkins e Universidade de Connecticut, a
investigação monitorou as participantes com
actígrafos de pulso e relatos diários por
telefone. Desta forma, o estudo buscou
entender como o desequilíbrio fisiológico
influencia a dor para aprimorar tratamentos
contra a dor crônica relacionada à disfunção
temporomandibular.
Para obter os
resultados, os pesquisadores realizaram um
estudo de coorte que acompanhou 140 mulheres
com dor crônica na face por 14 dias,
utilizando um dispositivo no pulso para
registrar a duração e qualidade do sono,
além da regularidade da rotina diária
diariamente, as participantes também
avaliavam a intensidade da dor em uma escala
de 0 a 10. Com o uso de modelos lineares de
efeitos mistos, que permitem avaliar
mudanças diárias na rotina de cada
participante. Além disso, horários
irregulares de descanso e atividade
aumentavam esse efeito, indicando que uma
rotina consistente e sono de melhor
qualidade podem reduzir a dor.
Desta forma, o
estudo aponta que interrupções no sono e
ritmos circadianos desregulados aumentam a
dor percebida no dia seguinte. Esses achados
destacam a importância de estratégias que
melhorem o sono e a regularidade biológica
no manejo da dor crônica. Porém, a
generalização é limitada pela amostra
restrita e pelo caráter observacional, sendo
necessário a realização de novos estudos
experimentais para validação desses
resultados.
Referência:
Mun CJ, Tsang S, Reid MJ, et al. Effects of
sleep and circadian rest-activity rhythms on
daily pain severity in women with
temporomandibular disorders. Pain.
2025;166(7):1487-1496. Published 2025 Mar
28. doi: 10.1097/j.pain.0000000000003578