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Alerta da edição mensal

 

 

Mediação da analgesia gestacional na dor crônica por células T em camundongos

Isaac Fernandes

 

Estudos relatam de maneira consistente que mulheres portadoras de dores crônicas passam por atenuação desse processo durante a gravidez. Ratas apresentam tolerância à dor elevada durante a gravidez devido ao aumento de receptores opioides na medula espinal. Estudos prévios não consideram o papel de células não-neuroniais, que por sua vez, participam do processamento da dor crônica. Este estudo utilizou modelos de dor persistente inflamatória ou neuropática e observou que animais fêmeas em estágio inicial da gravidez passaram por uma alteração no mecanismo de hipersensibilidade à dor independente de micróglia a dependente desse tipo celular. Durante fases tardias da gravidez, não houve evidência de dor crônica. Tal analgesia relacionada à gestação foi reversível após administração intratecal de naloxona, o que sugere a existência de um mecanismo opioide. Dados farmacológicos e genéticos sugerem a importância de receptores delta-opioides. Ademais, animais nude e Rag-1 não exibiram analgesia gestacional, que foi restaurada pela transferência de células CD4 ou CD8 de animais de genótipo normal em estágio avançado de gestação. Os resultados apresentados sugerem que células T são necessárias para o fenômeno de analgesia gestacional.

 

Referência: Rosen S et al. T-Cell Mediation of Pregnancy Analgesia Affecting Chronic Pain in Mice. The Journal of Neuroscience, October 11, 2017 • 37(41):9819 –9827.

 

Alerta submetido em 16/03/2018 e aceito em 16/03/2018.

 


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