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Alerta da edição mensal

 

 

O processamento cerebral da dor diferenciando a artrite reumatoide da fibromialgia

Jéssica Correia de Oliveira Souza

 

Pesquisadores suecos, por meio da ressonância magnética funcional (RMF), identificaram maiores escores de ansiedade autoavaliada associada ao aumento da ativação cerebral relacionada a dor em pacientes com fibromialgia (FM). Além disso, ao realizar um estudo clínico exploratório com um grupo de 31 pacientes que possuíam apenas artrite reumatoide (AR), um grupo de 26 pacientes que possuíam apenas FM e um grupo de controle composto por pessoas saudáveis, a análise de imagens da RMF enquanto os pacientes eram submetidos a estímulos automatizados de dor por pressão na unha do polegar esquerdo e na articulação interfalângica proximal da mão esquerda, revelou diferenças no processamento cerebral da dor entre esses pacientes.

 

Existem padrões neurológicos distintos e bem caracterizados no processamento cerebral da dor diferenciando pacientes com fibromialgia de pacientes com artrite reumatoide. Em resposta à estimulação dolorosa, na FM há o aumento da ativação cerebral no lobo parietal inferior (ILP), no giro frontal inferior e nos córtex pré-frontal ventrolateral e dorsolateral. Enquanto na AR há o aumento da conectividade funcional entre o ILP e as redes sensório motora e frontoparietal.

 

Assim, conhecer como a dor é processada e quais áreas do cérebro são mais ativadas com estímulos dolorosos na FM e na AR pode facilitar o diagnóstico e o desenvolvimento de tratamentos para essas doenças. Porém, esses resultados não podem ser generalizados para pacientes do sexo masculino, pois somente o grupo de AR possuía pessoas desse sexo.

 

Referências: Sandström A, Ellerbrock I, Löfgren M, et al. Distinct aberrations in cerebral pain processing differentiating patients with fibromyalgia from patients with rheumatoid arthritis. Pain. 2022;163(3):538-547. doi:10.1097/j.pain.0000000000002387

 

Alerta submetido em 07/03/2022 e aceito em 21/03/2022.