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Alerta da edição mensal

 

 

Microbiota intestinal e sinalização da dor

Anne Caroline Nunes Carmo

 

Descobertas recentes relacionaram distúrbios gastrointestinais caracterizados por dor abdominal à composição da microbiota intestinal. Pesquisadores realizaram um estudo com camundongos para avaliar transplante de microbiota fecal (TMF) como modulador da dor visceral e tiveram como resultado alcançado a neutralização dessa dor.

 

Para a realização da pesquisa, induziram colite em camundongos. O efeito do transplante de microbiota fecal de doadores com colite experimental foi avaliado após uma depleção da microbiota mediada por antibióticos.

 

Diante das manipulações da microbiota e dos experimentos realizados, o TMF de animais acometidos por dor visceral a camundongos saudáveis foi suficiente para induzir hipersensibilidade visceral. Por outro lado, a manipulação da microbiota intestinal por TMF induziu redução da dor visceral persistente em animais com colite experimental. Sendo demonstrada uma forte associação entre o limiar de dor dos animais e as alterações na composição da microbiota.

 

Apesar de já ser conhecido que a microbiota intestinal está envolvida nas vias de regulação da dor, as evidências ainda não são suficientes para esclarecer totalmente e nem apontam de forma clara se o transplante de microbiota fecal atuaria como boa opção terapêutica na reversão da persistência da dor visceral. Sendo assim, a importância desse estudo foi elucidar e fornecer ao campo de pesquisa novas descobertas sobre a temática.

 

Referência: Lucarini E, Di Pilato V, Parisio C, et al. Visceral sensitivity modulation by faecal microbiota transplantation: the active role of gut bacteria in pain persistence. Pain. 2022;163(5):861-877. doi:10.1097/j.pain.0000000000002438

 

Alerta submetido em 17/06/2022 e aceito em 08/07/2022.