Um estudo
demonstrou que um inibidor da enzima
fosfodiesterase 2A (PDE2A), denominado Bay
60-7550, reduz a dor e a inflamação em um
modelo de dor neuropática central induzida
por lesão medular em ratos. A PDE2A é uma
enzima que degrada AMPc e GMPc, que são
moléculas sinalizadoras intracelulares
importantes na transmissão, processamento e
cronificação da dor. As investigações foram
conduzidas em 2025 por pesquisadores
chineses, e apontaram que o aumento da
disponibilidade dessas moléculas
sinalizadoras pode representar uma
estratégia para o controle da dor pós-lesão
medular.
No estudo, os
ratos foram distribuídos entre os grupos com
indução do modelo de dor neuropática
pós-lesão medular tratados com veículo ou
com o inibidor de PDE2A, ou grupo
falso-operado (sham). Os tratamentos foram
realizados por via intratecal, uma vez ao
dia, por 6 dias após a cirurgia. Parâmetros
sugestivos de dor foram mensurados e, após
isso, os animais foram eutanasiados para
coleta dos segmentos da medula espinal
(T9–T11) para avaliar a expressão da
enzima-alvo, além dos níveis de fatores pró-
e anti-inflamatórios e das moléculas
sinalizadoras AMPc e GMPc, por diferentes
técnicas. Os resultados destas análises
indicaram que o inibidor reduziu o
comportamento nociceptivo, a expressão de
PDE2A e o consequente aumento dos níveis de
AMPc e GMPc, e marcadores anti-inflamatórios.
Dessa forma, a
administração de um inibidor da PDE2A
resulta em efeitos antinociceptivos e
anti-inflamatórios ao aumentar os níveis de
AMPc e GMPc na medula espinal. PDE2A pode
representar um alvo terapêutico promissor
para aliviar a dor neuropática e a
neuroinflamação após lesão medular.
Referência:
Yang W jie, Han J, Cao Z xin, Yang L, Wang J
nan, Sun T. Phosphodiesterase 2A as a
Therapeutic Target for Relieving Mechanical
Allodynia and Modulating Microglial
Polarization in Neuropathic Pain Models
Following Spinal Cord Injury. ACS Chem
Neurosci. 2025;16(14):2629-2638. doi:10.1021/acschemneuro.5c00169