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Alerta da edição mensal

 

 

Hiperalgesia mediada por receptor purinérgico P2X3 através da sinalização Epac - PKC após inflamação

Antonio Leonardo de Freitas Garcia*

Mani Indiana Funez

 

Os receptores purinérgicos estão envolvidos com diversas atividades no corpo humano, entre elas destacam-se a dor e a inflamação. Os receptores do tipo P2X3 estão localizados nos gânglios das raízes dorsais e estudos anteriores demonstram que processos inflamatórios aumentam os níveis de ATP intracelular, ativando estes receptores e provocando hiperalgesia. A sensibilização dos receptores P2X3 é um mecanismo importante que contribui para a resposta à dor provocada por inflamação. Epac, também conhecida como “Fator de troca diretamente ativado por AMPc”, é uma proteína que se liga ao AMPc e ativa proteína quinase do tipo C (PKC). Outros estudos demonstram que Epac possui papel importante na sensibilização de receptores P2X3 através da ativação de PKC (principalmente ξ). A PKC ξ já é conhecida como a principal isoforma de PKC mediadora de resposta hiperalgésica. Entretanto, o papel da PKC α na sensibilização do receptor P2X3 não foi estudado de forma aprofundada. O objetivo do presente trabalho foi estudar o papel da PKC α na sinalização mediada por Epac e na sensibilização do receptor P2X3 e, além disso, demonstrar que Epac ativa PKC α para produzir hiperalgesia durante a inflamação. O trabalho demonstra através de diversos experimentos (ensaios como método Elisa, Imunocitoquímica, Western-blot, uso de fármacos e teste comportamental) que tanto PKC ξ quanto PKC α estão envolvidas na sinalização mediada por Epac. Em outras palavras, Epac também ativa PKC α e esta contribui para a hiperalgesia mediada por P2X3, possuindo papel essencial na modulação da atividade do receptor purinérgico.

 

Referências:

  • Gu Y, Li G, Chen Y, Huang LYM. Epac-protein C alpha signaling in purinergic P2X3R-mediated hyperalgesia after inflammation. Pain. 2016; 157(7):1541-50.

  • Adicional: Burnstock G. Physiology and pathophysiology of purinergic neurotransmission. Physiol Rev. 2007; 87(2):659-797.

*Bacharel em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Brasília, especialização em Vigilância Sanitária pelo IFAR/PUC-GO, Farmacêutico do Laboratório de Tecnologias, vinculado à Faculdade de Ceilândia (FCE/UnB). Material gerado a partir da Disciplina Mecanismos do Processo Saúde-Doença do Programa de Pós-graduação em Ciências e Tecnologias em Saúde da Faculdade UnB Ceilândia.

 

Alerta submetido em 14/08/2017 e aceito em 14/08/2017.

 


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