O estudo
identificou assinaturas proteômicas no
plasma que permitem diagnosticar a dor
crônica, prever sua intensidade e progressão
por até 13 anos e identificou 18 proteínas
com relevância causal que servem como novos
alvos para o tratamento da dor. Realizado no
Reino Unido juntamente com colaboração
internacional de pesquisadores de
instituições renomadas, analisou 2.920
proteínas de 29.254 participantes. Essa
pesquisa identificou proteínas no plasma
para diagnosticar e prever a progressão da
dor crônica. Foram aplicados questionários
online, nos anos de 2019 e 2022, para o
monitoramento da evolução da dor. Essa
análise foi motivada porque a dor crônica
afeta 27,5% da população mundial, sendo uma
das principais causas de incapacidade.
O estudo
analisou associação proteômica ampla,
validação cruzada, randomização mendeliana e
análise de reposicionamento de fármacos. Com
objetivo de melhorar os diagnósticos de dor
crônica, visto que é uma doença que carece
de indicadores biológicos claros. Por meio
dessas análises, buscaram entender as causas
biológicas da dor para prever sua evolução e
descobrir novas terapias. O estudo buscou
investigar biomarcadores presentes no plasma
sanguíneo que possam ajudar a diagnosticar,
prever e até tratar a dor crônica e
generalizada. Os pesquisadores utilizaram
uma abordagem proteômica em larga escala e
construíram um escore proteico capaz de
identificar pessoas com dor crônica
disseminada e prever a evolução da dor,
relacionado a intensidade e propagação da
dor. O escore foi comparado a modelos
clínicos tradicionais e demonstrou maior
precisão na distinção entre indivíduos com e
sem dor.
O principal
alvo do estudo foi a identificação de
proteínas que permitam prever a progressão,
intensidade e início da dor crônica.
Identificou proteínas com relevância causal,
o que pode revolucionar a medicina da dor e
facilitar o diagnóstico. A análise do estudo
é uma ferramenta fundamental para ampliar a
compreensão da dor. O estudo apresenta
limitações, à não diversidade étnica,
sobreposição de dados, mecanismos
biológicos, cobertura proteômica e falta de
validação externa.
Referências:
Chen L, Kelleher E, Meng R, et al. Diagnosis,
Prognosis, and Drug Target Discovery for
Chronic Widespread Pain: A Large
Proteogenomic Study. Adv Sci (Weinh).
2025;12(47):e07691. doi:10.1002/advs.202507691