DOL - Dor On Line

Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP

Universidade de Brasília - Campus de Ceilândia
Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP
Faculdade de Farmácia - Universidade Federal da Bahia

Principal    |    Editoriais    |    Edições    |    Sobre a Dor    |    Glossário    |    Projeto DOL    |    Publicações    |    Contato

   
 

Alerta da edição mensal

 

 

Heterogeneidade das manifestações clínicas posteriores a infecção pelo novo coronavírus

Ana Luiza Martins Costa dos Santos

 

Um estudo multicêntrico realizado em Madri (Espanha) teve por objetivo compreender o desenvolvimento de dores musculoesqueléticas em pacientes sobreviventes da Covid-19, durante a primeira onda de infecção. A partir de análises univariadas e multivariadas, foram realizadas associações entre variáveis como idade, sexo, doenças preexistentes, sintomas que estavam presentes durante o período de contaminação pelo vírus Sars-COV2 com o desfecho de dor muscular.

 

Dados obtidos através de prontuários, bem como de respostas aos questionamentos a respeito do quadro clínico de cada paciente antes e após a sua recuperação, foram utilizados para análise e compreensão de quais seriam os fatores de risco associados a manifestação de dores musculoesqueléticas, bem como a sua prevalência na amostra em estudo. Além da verificação de que distúrbios emocionais também se correlacionavam com a doença e suas sequelas.

 

Mediante a averiguação dos resultados, foi constatado que 45% dos participantes, anteriormente infectados com o vírus da Covid-19, apresentaram tais manifestações dolorosas após 8 meses passados da alta hospitalar. E de modo prevalente se apresentaram as dores generalizadas e dores dos membros inferiores. Além disso, a ocorrência dos sintomas estava presente de maneira preponderante nas situações em o paciente permaneceu durante um longo período na unidade de terapia intensiva, em que houve recorrentes dores generalizadas e dores de cabeça.

 

A respeito dos fatores de risco associados ao desenvolvimento da dor, assumiu-se que a presença de comorbidades, grande duração do tempo de internação, histórico de dor musculoesquelético, que as mulheres estão mais suscetíveis a essa expressão de dor e que possíveis respostas imunológicas profusas são algumas das variáveis relacionadas, se observa que as sequelas desenvolvidas após a infecção pelo novo coronavírus, especialmente a dor musculoesquelética, são de origem multifatorial.

 

Comentário da equipe editorial: O presente alerta pôde ter resultados confirmados com base em outra publicação: alerta de divulgação científica publicado durante o mês de outubro, do ano de 2021, com o título de: Síndrome do COVID LONGO – dor articular e muscular em pacientes pós-covid-19.

 

Referência: Fernández-de-las-Peñasa,b,*; de-la-Llave-Rincón, Ana I.um; Ortega-Santiagoum; Ambite-Quesadaum; Gómez-Mayordomoc; Cuadrado, María L.c,d; Arias-Navalón, José A.e; Hernández-Barreraf; Martín-Guerrero, José D.g; Pellicer-Valero, Oscar J.g; Arendt-Nielsenb,h. Prevalência e fatores de risco de sintomas de dor musculoesqueléticos como sequelas pós-COVID a longo prazo em sobreviventes hospitalizados do COVID-19: um estudo multicêntrico. DOR: Setembro 2022 - Volume 163 - Edição 9 - p e989-e996 doi: 10.1097/j.pain.000000000002564

 

Alerta submetido em 02/09/2022 e aceito em 30/09/2022.